quinta-feira, 23 de abril de 2009

Poema do entardecer umbrático


Escrevo o que vejo
Vejo demônios ladeando-me a sussurros
Cochichando no meu ouvido, guiando a minha audácia,
Eles me perseguem.
Caminham comigo
numa trilha contrária ao paraíso.

Poderei estar ficando louco,
Ou tendo uma ligeira prévia do que virá?
Pessoas são escravas
Fadadas a cumprir ordens do imaginário.

A mente criou a besta,
A besta consumiu a mente.
o mundo virá à tona dar o troco na escuridão.
Mas as trevas domam calorosos cavalos
de crinas flamejantes.

A depressão de um povo condena a sua inaptidão
Anjos que consomem almas
Estão caminhando entre nós.

Eu reconheço as pessoas pelo que elas emanam
Elas emanam o aroma,
A beleza e a clareza de olhos sóbrios.
A essência engana.
Eles já caminham entre nós.

Domam calorosos cavalos de fogo
Seguram chicotes e trabalham com a mente
Conduzem o conduzido até o abismo
E lá, nas ruínas do mundo,
Apresentam-lhe o horror.

3 Comentários:

Às 23 de abril de 2009 14:08 , OpenID seuvicio disse...

Seguinte, eu curto poesias sintéticas e cheias de sentidos embutidos uns nos outros, como se fosse um jogo de montar. A sua é o exato oposto. Não q isso seja demérito, obviamente. Só não cai pro meu gosto, mas deve servir pra maioria lamber seu saco, bote fé.

 
Às 24 de abril de 2009 12:34 , Blogger Mauro Tavares disse...

Muito bom, parabens, tu tem talento cara !

 
Às 24 de abril de 2009 12:48 , Blogger Obi-wan disse...

valeu !! o seu blog também está demais, MAU ! N vejo um daquele jeito há tempo.

Valeu também paulééétch, pelo comentário. sei que é muito difícil de arrancar uma letra do seu teclado.

(Gustavo)

 

Postar um comentário

diz aí oq vc achou, mas evite agressão e baixaria. Conserve o blog. Obrigado.

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial